SOBRE MIM


Annuska

Meu nome é Annuska Teixeira, moro na esquina do continente sul americano e sou uma incansável sonhadora do signo de peixes. O meu amor pela moda começou na pré-adolescência quando me apaixonei pelas revistas de moda, e a partir daí a minha vida nunca mais foi a mesma!



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Essa entrevista foi bem especial, Hadassa além de amiga da família, é minha grande inspiração e uma das principais incentivadoras para minha mudança de foco profissional, mas isso é uma história que depois eu conto por aqui!
Pra quem não conhece, Hadassa é consultora de moda e comportamento e hoje trabalha com clientes bastante especiais da cidade, como Rio Center, Patachou, Chilli Beans, Botton, Natal Shopping, Praia Shopping entre outras clientes pessoais, advogadas, dentistas, médicas, mulheres bem sucedidas que entendem que a imagem faz a diferença no universo profissional! Talvez você lembre dela de alguma matéria no RN TV ou Portfólio, Hadassa sempre aparece na telinha dando suas incríveis dicas fashionísticas!

A matéria foi feita na Hill, uma das lojas em que Hadassa trabalha e por sinal é muito perfeita, quem não conhecesse vale a pena dar uma passadinha por lá! Nessa entrevista ela fala sobre o início da sua carreira, seu dia-a-dia profissional, sua vida pessoal e por que não algumas dicas? Vocês vão adorar! Além de mulher de fibra que perseguiu todos os seus sonhos com determinação, ela sabe tudo sobre o assunto que todas nós mais gostamos: moda!!! Aproveitem! :D

Hadassa, como o interesse por moda surgiu?

O interesse por moda sempre existiu, desde pequena quando eu tinha mais ou menos 6 á 8 anos, eu lembro que tirava todas as roupas do meu guarda-roupas espalhava no meu quarto, pegava as roupas da minha mãe e brincava de loja, fazia desfile com as minhas amigas e gostava de produzir todo mundo, e mesmo pequena quando eu olhava uma revista já captava aquela essência e acabava dando dicas à minha mãe! Tudo começou assim, dando dicas informalmente pros amigos!

A partir disso, qual foi o caminho que você percorreu para chegar aonde chegou?

Inicialmente quando eu falei que queria trabalhar com moda, meus pais se sentiram inseguros já que há 10 anos a moda não era tão acessível quanto hoje, então por influência da família acabei fazendo um vestibular para medicina, não passei, acabei passando em enfermagem, cheguei a cursar 2 anos e meio mas eu percebi que aquilo não era pra mim, então foi quando sem comunicar a ninguém eu tranquei a faculdade, prestei vestibular para engenharia têxtil e cheguei em casa comunicando “fiz e passei pra engenharia! ”
Lá no curso junto com outras amigas que tinham a mesma visão que eu, desenvolvemos o núcleo de moda e assim começamos a fazer desfiles na Cientec, que é a feira de ciências da UFRN. Com a “cara e com a coragem” eu ia à TV Cabugi e perguntava se podiam fazer a cobertura, eles entrevistavam a gente e aparecíamos na TV!
George Azevedo é uma pessoa que eu tenho muito carinho, por que sempre que pedia ajuda ele me cedia modelos, fazia comentários sobre os nossos trabalhos e aí naturalmente as portas foram se abrindo.
Para eu ter experiência trabalhei na Aramis do Natal Shopping durante 4 anos como vendedora, isso foi bom por que eu viajava pra comprar coleções e tinha acesso à cursos em São Paulo.
Também fiz Clovis Motta SENAI, então tudo o que aparecia na minha área e estava ao meu alcance eu fiz, e só lembrando que na minha época internet não era como hoje que nós sabemos o que acontece do outro lado do mundo em um clique! Assim, li muito, estudei muito por livros por que pra entender a moda de hoje é importante estudar a moda do passado, principalmente agora por que estamos vendo uma leitura vintage, retrô.

E por que entre tantos outros ramos da moda você escolheu a consultoria?

Eu passei pela experiência de criar, desenhava mini coleções, comprava tecidos, contratava costureiras, desenvolvia, vendia, minhas amigas compravam, estive inclusive na eminência de abrir uma loja, meu marido me incentivava muito nisso, só que percebi que melhor do que criar era traduzir! Eu percebia que a moda era criada, mas quando chegava na rua (a verdadeira passarela) as mulheres tinham dificuldade de usar da forma correta, então, prestando consultoria em moda e comportamento eu ajudo as mulheres a montarem uma imagem de acordo com seu biótipo, de acordo com seu estilo de vida e isso é que é moda, é você extrair da tendência o que lhe veste melhor.

Quais foram seus primeiros trabalhos?

O meu primeiro trabalho foi no Natal Shopping na loja Aramis, lá eu tive a idéia junto com proprietário de desenvolver o Aramis Personal, aonde eu ia à casa do cliente, olhava o guarda roupa, via o que ele estava precisando e aí já pegava da loja e oferecia! Foi um trabalho que ninguém fazia em Natal.
A partir daí surgiu outro trabalho, as amigas sempre me ligavam pedindo ajuda para a escolha de uma roupa pra uma ocasião especial, ajudar na arrumação do guarda roupa e quando eu via a amiga já tinha indicado pra outra amiga que indicou pra outra e aí já me vi obrigada a cobrar por esse trabalho, quando eu menos esperei tudo aconteceu!
Outra oportunidade bacana foi quando eu tive o acesso à família Rio Center que apostou muito em mim e ajudou a projetar meu nome no mercado já que a empresa é sólida e bem reconhecida.

Hadassa, como é seu dia-a-dia na profissão?

Meu dia-a-dia é super corrido e imprevisível! É bom que fique claro, a moda está associada a glamour, mas o profissional da moda não vive de glamour e sim de muito trabalho que é o meu caso, tem dia que atendo 2, 3 clientes e frisando bem, meu cliente é tanto uma pessoa física que precisa de uma assessoria com um personal style, como uma palestra, um treinamento tanto para os empresários, como pras os lojistas sobre as tendências e como usá-las!

Atualmente como são os trabalhos que você presta às lojas?

Meu trabalho é bem amplo, eu presto assessoria ao lojista, viajando com ele pra comprar a coleção nova, no show room dou minha opinião principalmente se esse produto vende ou não.
Quando eu estou dentro da loja ajudo a equipe a montar uma vitrine atrativa, também oriento a equipe a como montar looks para oferecer a um cliente e sempre acompanho o gerente pra ver se a loja esta bem organizada e se as peças estão bem expostas.
Outro ponto são os treinamentos, eu dou treinamentos de imagem e comportamento, como se maquiar no meio de trabalho, como atender o cliente, por que acompanhando as minhas clientes eu via que alguns vendedores não estão preparados pra atender, não sabem se portar adequadamente. Também faço o treinamento de tendência que eu estou dando no momento sobre as tendências Out/Inv 2011, eu digo o que é tendência, o que tem possibilidade de se concretizar moda e como que isso acontece. O que eu faço é traduzir de forma prática, uma tendência de passarela, uma tendência de street style, por que hoje a moda de rua influencia diretamente o estilista, então eu pego essa moda de rua mais a moda de passarela e traduzo de forma comercial pro lojista, por que nem todo mundo consegue ver, absorver e aplicar.

Qual foi a maior dificuldade da sua carreira?

O mercado ainda apresenta muita dificuldade de investir, o empresário de Natal, por exemplo, quer o retorno da sua equipe, mas não se dispõe muito a investir em capacitação, então quando o empresário daqui começou a entender que é investir oferece um retorno financeiro muito bom, eu vi muitas portas se abrindo, mas no começo eu vi uma certa resistência do mercado em treinar equipe.

Um trabalho especial.

Eu não posso dizer apenas um, por que cada trabalho que eu faço trás uma maturidade nova pra mim, percebo que melhorei em alguma coisa, então não tenho um especifico, eu acho que a soma de todos torna tudo especial, eu amo o que faço!

Além de esposa você é mãe de um filho com 5 anos, como você faz pra conciliar a Hadassa mãe e a Hadassa profissional?

Meu marido diz que eu sou mãe, esposa, heroína e mulher! Ele me compreende, minha sogra é como uma mãe pra mim, então eu desenvolvo minha agenda da seguinte maneira, eu tenho que pelo menos buscar e deixar meu filho na escola, em algum momento do dia eu estou com ele pra olhar as atividades ou pra brincar um pouco, tem dias que realmente minha faixa de convite diminui um pouquinho, mas aí eu compenso no outro dia tirando uma tarde inteira de folga pra dar uma volta com ele, ir ao cinema. Eu acredito que meu filho entende a qualidade do meu relacionamento com ele, é tudo muito transparente e eu acho que ele tem uma boa maturidade e entende que a mãe precisa trabalhar pra oferecer o melhor pra ele! Agora é importante que a família esteja pronta para profissão que a mulher escolhe, por que apesar de meu trabalho sugerir glamour, repito não tem, tem muito trabalho duro e meu marido segura a onda em casa!

O momento mais feliz da sua carreira.

Hoje, pois estou colhendo frutos que plantei, foi um trabalho delicado, de formiguinha e hoje eu colho, então esse é o melhor momento, espero que amanhã seja o melhor momento, espero que depois de amanhã seja o melhor, enfim…

Quais mulheres são sua inspiração?

A minha inspiração é formada por vários aspectos, eu não me inspiro em uma única pessoa, nem em uma única experiência de vida, mas hoje duas mulheres que me inspiram na maneira de vestir e na maneira simples de ser é a Kate Holmes, que acho que se veste casual, autentica e ao mesmo tempo muito segura de si (tenho um pouco disso em mim) e claro, Chanel que é uma pessoa mais elegante, clássica que também me espelho muito, e a história de Chanel é muito bacana por que ela não nasceu em berço de ouro, ela cavou tudo o que ela colheu, e aí eu também me identifico com isso por que corri atrás do que queria eu não recebi nada pronto.

O conselho você daria pra quem hoje quer seguir no mundo da moda?

Primeiro entender que é uma profissão, você tem esse dom ou você está motivado pelo momento? Por que o momento é favorável! Se eu tenho este dom, eu tenho que estudar muito, moda ela tem a ver com história, tem a ver com arquitetura, tem a ver com o momento político, ela tem a ver com costumes, práticas e experiência de vida, o conceito de moda hoje está relacionado a tudo isso, então a pessoa precisa estudar pra conhecer o passado, precisa entender o contexto agora e ela precisa extrair algo diferente, por que tudo é muito copiado, então se não tiver algo novo vai ser mais um no mercado de trabalho.

Qual a tendência que você mais aposta para esse inverno?

Sem dúvida nenhuma chegou o ápice do mix and match, que é a tendência da mistura de estampas, estampa com textura, textura com textura. Ela já vem batendo à porta há algum tempo, quando ninguém falava nisso em todos os meus treinamentos eu abria os olhos das meninas pra isso e agora nós temos o pico do mix and match, eu não sei se as mulheres estão preparadas, mas elas vão se ver na condição de aprender a fazer, é bom por que é quando cada uma expõe seu estilo pessoal, é quando você vai por a mostra a prova de que você sabe ou não colocar seu estilo pessoal no look.

Eu falei sobre o mix de estampas e de texturas no ItBlog e comentei que achava pouco provável que a tendência decolasse nessa estação pelo receio das meninas, em especial ao do mix de estampas, o que você acha?

É temos uma resistência, mas aquelas meninas mais antenadas e as meninas mais ousadas, vão apostar e eu estou treinando minha equipe pra isso, quem trabalha comigo, quem é treinado por mim, está “afiado” pra fazer! Uma dica, que eu até falei na gravação de uma matéria pro portfólio, mix and match de estampa com estampa é realmente é mais difícil, comece textura com textura! Talvez possa ser que esse mix de estampa ainda não tenha aceitação total, mas textura com textura já não tem mais o que reclamar, vai vir com força total. Outra tendência bacana é o mix and meld, que é quando eu tenho dois estilos diferentes no mesmo ponto, é um tipo de hi-lo, por exemplo, nós vimos na passarela looks românticos associados a itens militares, shortinho destroied com um paletó de alfaiataria. É a capacidade que a mulher tem de somar itens que teoricamente não foram criados para coexistir e são unidos no mesmo look!

Uma dica de moda que você daria às potiguares.

Primeiro entender que a moda é democrática, eu não preciso usar tudo ao mesmo tempo, a mulher potiguar, em especial a natalense as vezes tem pressa em usar num mesmo look várias tendências ao mesmo tempo.
Outra dica é que a mulher daqui é muito bonita, muito atraente, muito carismática, então isso ela potencializa com roupas muito curtas, acho que a mulher de Natal devia ser um pouco mais requintada no aspecto de usar mais uma alfaiataria, uma roupa mais composta, por que ela não precisa do curto pra se mostrar bela, ela é bela naturalmente! A mulher brasileira como todo precisa de um toque mais clássico, descer um pouquinho do salto, aceitar mais a sapatilha, aumentar um pouquinho o comprimento do short de alfaiataria para jogar com uma blusa seda, enfim, um toque mais clássico ao look, eu acho que seria bom. Existe uma linha bem estreita entre sensualidade e sexualidade e muitas vezes coberta consegue mostrar mais sensualidade do que exposta!

E seus planos pra o futuro?

Eu quero fazer uma faculdade de comunicação, me sinto uma pessoa comunicativa, mas eu acho que fazer uma faculdade nessa área voltada para marketing potencializaria esse meu lado de treinar equipes.
Eu me programo pra viajar mais, eu ainda viajo muito pouco, na verdade a minha área de trabalho é muito associada a isso, então quanto mais eu puder viajar melhor pra mim, eu vejo como a coisa acontece na prática e essa é a maior inspiração pra quem trabalha com moda! E também, claro, aumentar ainda mais minha cartela de clientes e projetar ainda mais o meu trabalho!

Agradecimento especial à Hadassa e loja Hill.

Com amor, Annuska.

@annuskat @itfashionblog

Fotos e edição: Amanda Sandy


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